Comunicação Social

Novembro 20, 2014

Marinho e Pinto arrasa partidos e diz que o caminho que se está a trilhar é de “suicídio colectivo”

Na assembleia de fundadores do PDR, o eurodeputado anunciou que vai fazer um “striptease” dos seus vencimentos e defendeu candidatura de cidadãos a todos os órgãos políticos. No mesmo dia em que o Presidente da República, Cavaco Silva, alertou para o risco de implosão do sistema partidário nacional, o eurodeputado Marinho e Pinto, lançava, em Coimbra, o Partido Democrático Republicano (PDR) do qual é fundador, arrasando com o actual sistema partidário: “Estão ao serviço das suas clientelas”. “Há um novo projecto político para Portugal e que tudo fará para aperfeiçoar a democracia política, a democracia económica e democracia social”, declarou Marinho e Pinto, numa alusão ao PDR, cujo lançamento, na Casa Municipal de Cultura de Coimbra, juntou cerca de três centenas de simpatizantes, que não pouparam aplausos ao fundador do novo partido. Num discurso recheado de críticas aos partidos políticos – “o caminho que estamos a trilhar é de suicídio colectivo”, apontou – o ex-bastonário da Ordem dos Advogados proclamou mudanças no sistema partidário, afirmando que “é preciso abrir os partidos políticos aos ares novos da democracia”. E lançou um apelo a todos aqueles que não se revêem no actual sistema a aderirem ao novo PDR. “Queremos mudar a forma de fazer política em Portugal”, defendeu, sublinhando que “o país tem muito a ganhar com a abertura da política aos cidadãos”. E daqui partiu para explicar a posição do PDR no plano da democracia participativa. “Qualquer cidadão deve poder candidatar-se autonomamente a qualquer cargo público, sem ter a dependência de um partido político”, defendeu.  Realçou depois  a necessidade de os deputados serem “autónomos e independentes” do seu partido, referindo que estes celebram “compromissos com o cidadão e não com o partido”. “Antes das eleições, os deputados passeiam-se pelo país a prometer tudo aos eleitores. Mas uma vez eleitos esquecem-se dos compromissos que celebraram com quem os elegeu”, acusou, criticando os partidos que “se isentam a si próprios de impostos mas que impõem impostos que esmagam cidadãos e empresas”. Ainda sobre o sistema político, o fundador do PDR criticou os valores das subvenções que os partidos recebem por voto, por considerar que “não é o Estado que tem de garantir a sobrevivência dos partidos, para que não se tornem parasitas do Estado”. Um dos grandes momentos da intervenção da tarde aconteceu quando o eurodeputado trouxe para a discussão os casos BNP, BCP e BES, que “deveriam envergonhar o Presidente da República, o primeiro-ministro e o presidente do Banco de Portugal”. “A culpa não pode morrer solteira”, atirou, depois de lembrar que Cavaco Silva aconselhou os portugueses a comprar acções do BES. Na sala ouviu “Rua”, “Rua”. Outro tema quente foi a privatização da EDP, “uma empresa estratégica para Portugal” que hoje “está a servir os chineses”, disse. Marinho e Pinto aludiu depois a um “outro escândalo nacional”: a água. “Temos que pôr cobro imediatamente ao escândalo nacional de haver concelhos que pagam a água a um preço cinco ou seis vezes superior ao dos concelhos do lado. Essa diferença de preços deve-se a negociatas feitas em benefícios de autarcas”, disparou. Striptease dos vencimentos Passos Coelho não ficou fora das críticas. Ao contrário do primeiro-ministro que há dias, no último debate quinzenal no Parlamento, disse recusar fazer o ‘striptease’ das suas contas bancárias a propósito do caso Tecnoforma, o eurodeputado anunciou que vai fazer um “striptease” dos seus vencimentos. Ainda esta semana, Marinho e Pinto vai divulgar “todos os recibos de vencimento emitidos” enquanto eurodeputado no site do PDR. “Não tenho nada a esconder do povo português. Irei fazer o striptease que o pudor de alguns os impede de fazer”, salientou, defendendo a transparência, assim como “a absoluta exclusividade”, no exercício de funções de titulares dos órgãos de soberania. Na apresentação do PDR, onde foram divulgados os 11 princípios do partido, que assentam em “Liberdade, Justiça e Solidariedade”, ao lado do número dois do partido, o antigo deputado socialista Eurico de Figueiredo,  Marinho e Pinto defendeu que se tem de “refundar a República e fazer um novo 25 de Abril, sem chaimites e sem armas”. Apenas através da “arma do voto”. No final da assembleia de fundadores, foi feito um apelo a todos os presentes para que se mobilizem na recolha de assinaturas. Até ao fia 8 de Novembro, o PDR tem de conseguir 7.500 assinaturas para a obter a legalização do Partido Democrático Republicano no Tribunal Constitucional.     Fonte: www.publico.pt  
Novembro 21, 2014

A GRANDE ILUSAO – A crónica semanal de Marinho e Pinto no Correio da Manhã. Todas as segundas feiras

A comunicação social está a fazer um esforço tremendo para impingir António Costa ao povo português como se ele tivesse a varinha mágica para a solução dos problemas nacionais – como se ele fosse a salvação do país. Está em marcha uma gigantesca campanha de propaganda apoiada numa imensa teia clientelar criada em torno da Câmara de Lisboa, tudo para dar a vitória ao PS nas próximas eleições legislativas. Não importa que grande parte dos problemas políticos e financeiros com que Portugal se debate tenha sido originada por governos em que Costa participou; não importa que o PS e um governo seu tenham criado no passado uma tal rede de promiscuidades políticas e económicas que levou à demissão do próprio líder socialista e primeiro-ministro de então. O que importa é que o PS chegue rapidamente ao poder para distribuir pela sua clientela faminta e vingativa os milhares de lugares bem remunerados no aparelho de Estado e empresas públicas. Portugal tem sido, nos quase 40 anos de democracia, sucessiva e alternadamente, governado pelo PS e pelo PSD. Ambos, com a ajuda pontual do CDS/PP, são os grandes responsáveis pela situação em que estamos, porque sempre puseram os interesses das respetivas clientelas acima dos interesses do país. A sede de poder dos novos dirigentes socialistas é tão forte que não hesitam em recorrer à mesma receita que com sucesso usaram para tomar o poder dentro do próprio PS: interromper a todo o custo mandatos democráticos, recorrendo, se necessário, à mentira, à calúnia ou à humilhação pública dos visados. O que é importante é que os restos do guterrismo e da tralha política de José Sócrates voltem rapidamente ao poder; o que é urgente é que o país volte a ser comandado por Mário Soares e a sua fundação, por Almeida Santos e os seus negócios, por Jorge Coelho e a Mota-Engil, por Manuel Alegre e o seu “resistencialismo antifascista” de há meio século; o que realmente interessa é que os enxames de incompetentes que gravitam em torno do PS possam ocupar depressa os cargos públicos que agora são ocupados pelos enxames de incompetentes que gravitam em torno do PSD e do CDS/PP. Já só falta que regressem Pina Moura e Armando Vara.
Novembro 21, 2014

Partido Democrático Republicano já tem assinaturas necessárias para legalização

O Partido Democrático Republicano (PDR) já recolheu o número de assinaturas necessárias para a sua legalização, informou esta sexta-feira o fundador do PDR, António Marinho e Pinto, em Coimbra. “Já recebemos mais do que as assinaturas necessárias”, disse Marinho e Pinto, referindo que, apesar disso, a recolha de assinaturas vai continuar a ser feita, estando já a decorrer a verificação das assinaturas entretanto recolhidas para depois serem entregues no Tribunal Constitucional (TC). O antigo bastonário da Ordem dos Advogados espera que as assinaturas sejam entregues no TC no final de novembro ou na “primeira quinzena de dezembro, no máximo”. Marinho e Pinto falou aos jornalistas à margem da “Conferência sobre Portugal e a Europa”, organizada pela Associação de Estudos Europeus da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde discursou no painel “Que Futuro para os Portugueses”. Durante o debate, o também eurodeputado eleito pelo Movimento Partido da Terra, considerou que o Parlamento Europeu “não é útil”, por os eurodeputados não terem “iniciativa legislativa”, não cumprindo o papel de um parlamento. Marinho e Pinto sublinhou que a União Europeia (UE), como prevista nos “programas originais, era um projeto aliciante”, contudo hoje tem “sérias dúvidas” que a Europa “seja viável”, referindo ainda que “a concorrência fiscal é a maior traição que há entre Estados na União Europeia”. A eurodeputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias, também presente no painel sublinhou que a competição que existe na Europa não é entre empresas, mas “entre países”, recordando o caso Luxleaks, em que foram revelados benefícios fiscais concedidos pelo Luxemburgo a 340 multinacionais quando era primeiro-ministro do país Jean-Claude Juncker, atual presidente da Comissão Europeia. “Como se permite que mais de 300 empresas não paguem impostos de acordo com a sua legislação nacional?”, frisou Marisa Matias, considerando que se este ato não é ilegal “é indecente e imoral”. Segundo a eurodeputada bloquista, a harmonização fiscal entre Estados “não vai resolver isso, nem vai resolver a fraude fiscal, nem a competição fiscal, nem a fuga fiscal”. Já o social-democrata Carlos Coelho, também deputado no Parlamento Europeu, referiu, quanto ao caso Luxleaks, que “tudo indica que não houve ilegalidade”, porém “não é moral”. O eurodeputado defendeu que deveria haver “uma Europa com mais harmonização fiscal” e que esta “tem de deixar de ser uma componente nacional”, sublinhando ainda que o orçamento da União Europeia é “insuficiente”, ao ser “menos de 1% do PIB” de todos os países que representa. O socialista Francisco Assis salientou que tem “expectativa na liderança” de Juncker na Comissão Europeia, apelando a “um consenso” entre os partidos para uma “reorientação das prioridades” da Europa. “Já se viu que esta política de austeridade falhou e muitos dos seus autores já o reconheceram”, observou, realçando que tem de haver uma “preocupação na manutenção do Estado Social, que seja o garante da existência de uma cidadania ativa”.   Fonte: http://observador.pt
Novembro 21, 2014

Marinho e Pinto acusado de difamação perde imunidade em Bruxelas

Pedido de levantamento da imunidade foi feito devido a um processo de difamação contra o ex-bastonário. Marinho e Pinto diz que quer "enfrentar a justiça".