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O candidato afirma que o setor da banca foi quem mais saiu a ganhar com a pobreza dos portugueses e acusa, com ironia, Cavaco Silva e o Governo de ter penalizado Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, com a sua recondução no cargo.

Os populares acharam-nos mais elegante do que na televisão e por isso ganharam apertos de mão, beijos e apelo ao voto, “mas não sempre nos mesmos”.

E foi de um aperto de mão que Marinho Pinto acabou por ouvir um lesado do BES sentir-se tratado como estrangeiro. “Os políticos ganham três e quatro reformas e ainda reformas vitalícias e nós que fomos emigrantes temos de estar a pagar. Eu estive no ultramar e até isso me raparam”, dizia o indignado.

O candidato do PDR ouviu e ajudou à festa. “Os emigrantes portugueses são tratados como estrangeiros. Quem trata dos assuntos deles é o ministério dos Negócios Estrangeiros, até aqui no nome se vê. Se votarmos sempre nos mesmos partidos vai continuar tudo na mesma”, afirma.

O PDR considera que o caso BES é um caso de roubo e diz Marinho Pinto que ainda não se fez justiça. “Ando a pedir responsabilidades para aqueles que os levaram a investir num banco estrangeiro, como o presidente da República, que disse que o banco estava sólido e passadas três semanas antes dele se desfazer, como o Governo, como o governador do Banco de Portugal. O presidente da República acusou o governador do Banco de Portugal de o ter enganado e, como recompensa reconduziram Carlos Costa”.

Marinho Pinto criticou o enriquecimento ilícito e aqueles que saíram a ganhar com a pobreza dos portugueses. “Para alguns empobrecerem houve outros que enriqueceram, às ocultas, em negociatas por debaixo da mesa com os políticos e o poder político. Nós podemos combater a pobreza em Portugal, com políticas corretas em favor do povo e não a favor dos membros do BES, ou do BPN, do BCP, ou desses bancos todos, que andaram a chular o país há décadas”, acusa.

E lá foi pelos corredores da Feira de São Mateus, em Soure, a espalhar a mensagem de que a pobreza do país resulta de políticas erradas.

 

Fonte: TSF