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Recusa-se a rotular o PDR e a falar em coligações, pede aos portugueses que não votem PSD, CDS, PS e PCP e garante que quer mudar o regime. Para Marinho Pinto a corrupção devia ser o tema central desta campanha.

O PDR é um partido de direita ou de esquerda?
O PDR tem um programa republicano e democrático próprio. Queremos recuperar a ética republicana e não nos compete fazer essa definição. O povo e a imprensa que digam se o nosso programa é de direita, de esquerda ou transversal.

Qual deve ser o papel do Estado?
O Estado não tem de se sujeitar aos mercados, tem de os regular, daí o nosso apelo à responsabilização social das empresas. A saúde, a educação e a justiça não podem estar entregues ao mercado. O Estado tem de intervir para moderar excessos e insuficiências.

Mais depressa faria um acordo com a coligação ou com o PS?
Só discutimos cenários eleitorais depois dos resultados…

E se não houver uma maioria absoluta do PS ou da coligação?
Se isso acontecer é uma boa decisão dos portugueses. Nenhum dos dois partidos merece uma maioria, muito menos absoluta. Em todos os governos democráticos as maiorias são feitas de entendimentos entre vários partidos. O que nós dizemos é: não votem em nenhum dos dois para o país poder mudar.

Está a fazer o apelo contrário ao de Cavaco Silva…
O professor Cavaco Silva é a expressão visível da degenerescência moral das instituições democráticas. Basta ver o que ele fez acerca do BES quinze dias antes de ruir, em que aconselhou os portugueses a comprarem acções. Se tivesse um pingo de decência demitia-se e desaparecia deste país.

É mau, então, a maioria absoluta?
Nem sequer a maioria relativa é boa, o melhor seria banir esses dois partidos. Eu sei que isto parece utópico mas as utopias começam assim, provocam o riso até se realizarem. Mas mais: se há voto inútil é o voto na CDU, que anda há décadas a dizer a mesma coisa. O PCP está a perder memória histórica e vive agarrado a ‘clichés’ e ao disco riscado.