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O Partido Democrático Republicano (PDR) candidata-se às eleições legislativas para levar “uma mensagem nova e de esperança” aos portugueses, pretendendo tornar a política “mais transparente e honesta”.

Lusa

POLÍTICA PDR10:22 – 13/09/15POR LUSA

“O nosso principal objetivo é levar uma mensagem nova, uma mensagem de esperança aos portugueses”, disse o presidente do PDR, António Marinho e Pinto, em entrevista à agência Lusa.

Nesse sentido, o PDR, que se candidata pela primeira vez às eleições legislativas, tem como bandeiras eleitorais “mais liberdade, justiça e solidariedade”.

“Não só a justiça que se faz nos tribunais ter mais qualidade, ser mais rápida, estar ao serviço dos cidadãos e da cidadania, da economia e das empresas, mas também mais justiça social, melhor repartição das riquezas criadas”, afirmou Marinhou e Pinto.

O também eurodeputado eleito pelo MPT (Movimento Partido da Terra) e atual candidato pelo círculo de Coimbra pelo PDR adiantou que o partido na área da solidariedade quer “garantir condições de dignidade” aos idosos, deficientes e crianças.

Segundo Marinho e Pinto, o PDR apresenta às eleições de 04 de outubro propostas “novas e diferente”, como uma nova política florestal, das pescas e para os jovens, além de querer “combater o terrorismo fiscal” e “regular o sistema financeiro”.

“A criação de uma conta corrente entre os contribuintes e o Estado de modo a que aqueles que são credores do Estado não sejam obrigados a pagar os seus débitos e receber os seus créditos passados anos”, disse, afirmando que PDR quer “combater a cultura de casino que existe no sistema financeiro” e “impedir que seja um antro, muitas vezes, de criminalidade em benefício dos seus próprios gestores”.

O antigo bastonário da Ordem dos Advogados referiu que, no plano político, o PDR apresenta “propostas revolucionárias” ao propor que os cidadãos possam se candidatar “autonomamente à Assembleia da República” (AR) e ao apresentar um “programa de combate ao carreirismo” político.

Apesar de sublinhar que o PDR não faz promessas eleitorais, e alegando que precisa de analisar as contas do Estado antes de avançar com propostas concretas no que toca aos impostos, Marinho e Pinto afirmou que a “economia portuguesa tem capacidade para um salário mínimo de 600 euros”.

Questionado sobre o que distingue o PDR dos restantes partidos políticos, realçou que quer trazer “mais verdade, transparência e honestidade à política”.

“É isso que tem faltado na política portuguesa. Nós combatemos, realmente e com tenacidade, a promiscuidade entre a política e negócios, a utilização da política para negócios pessoais, favorecimentos pessoais e criação de fortunas”, disse.

Marinho e Pinto adiantou que o PDR vai fazer campanha eleitoral por todo o país, sendo “muito semelhante à que se fazia antes do 25 de Abril contra a ditadura, porque hoje existe uma ditadura dos partidos políticos no poder”.

O presidente do PDR, que criticou a comunicação social por não estar a dar um tratamento igual a todos os partidos que se candidatam às legislativas, assegurou ainda que vai ser eleito pelo círculo de Coimbra.

“Garanto-lhe que vou ser eleito pelo meu círculo eleitoral no distrito de Coimbra porque a população conhece-me e sabe que eu não ando à procura de benefícios pessoais, mas sim pôr cobro a esta situação, lutar para inverter esta situação e beneficiar o povo português no seu conjunto”, disse, realçando que caso seja eleito vai abandonar o cargo de eurodeputado.

No entanto, referiu que a ambição do PDR nestas legislativas é dar a conhecer a mensagem do partido.

“A ambição é que a nossa mensagem seja conhecida e depois submeter-nos-emos com humildade republicana ao veredicto democrático do povo português. Aquilo que ele decidir estará bem. Se o povo português quiser mudança que se junte a nós. Se não quiser mudança (…), tudo bem (…), saímos de cena”, referiu.

Fonte: Lusa