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Depois dos lamentáveis incidentes que marcaram a parte final do Congresso do PDR realizado em 24 de Maio passado, decidi apresentar uma lista de candidatos ao Conselho Nacional do partido, cujas eleições se realizam de 15 a 19 do corrente mês (através de votação por correspondência) e, por voto presencial, no próximo dia 20, em Lisboa.

A lista que constituí – a Lista A – procurou representar o PDR no seu conjunto, nomeadamente, a sua implantação territorial, o equilíbrio de género, a diversidade profissional e de idades, todos unidos no assumido propósito de mudar Portugal para beneficiar os portugueses e não para benefício do partido e dos seus membros.

Porém, ainda antes de conhecida a composição da lista que anunciei, surgiram mais duas listas: uma em Lisboa, a Lista B, cujos mentores estão directamente ligados aos incidentes que levaram à suspensão do congresso (o cabeça de lista e muitos dos seus membros são os mesmos) e outra no Porto, a Lista C, liderada por Eurico Figueiredo.

Não há, aparentemente, mal nenhum nisso. Não me surpreende o reiterado surgimento da Lista B, pois sei bem o que querem do PDR os seus organizadores, mas já quanto à lista C, surpreende-me só ter tido conhecimento dela pelo Jornal de Notícias onde o seu mentor declarava que pretendia unir o partido de Marinho e Pinto (sic). Sinceramente, não vislumbro quais as diferenças que separavam Eurico Figueiredo de mim, que justificassem a formação de uma lista para concorrer contra a que eu anunciara, pois, até então, dele só tinha recebido elogios alguns dos quais manifestamente exagerados.

Seja como for aí estão as três listas, logo no arranque do PDR, ou seja, numa altura em que o partido deveria estar unido (e dar para o exterior sinais claros dessa unidade) para começar os combates necessários à mudança do país. Não há que tentar mistificar a realidade: as listas B e C concorrem contra a lista que formei e apresentei e, portanto, estão contra mim e contra o projecto de unidade que a Lista A encarna. É preciso que todos assumam essa verdade e não a tentem disfarçar com declarações hipócritas de apoio ao Presidente do PDR. As listas B e C apareceram apenas porque os seus mentores julgam que com elas conseguirão mais lugares no CN para os seus fiéis e amigos do que os que obteriam numa lista de unidade.

Eu rejeito categoricamente, dentro e fora do PDR, os apoios de quem está animado por objectivos que eu sempre combati nos outros partidos. O PDR não foi criado para arranjar empregos para os seus filiados, sobretudo para quem não gosta de trabalhar. O PDR não foi criado para jogos politiqueiros nem para satisfazer ambições de protagonismos fátuos. O PDR não foi constituído para fazer política pela política, mas sim para abolir essa forma de actuar por parte dos partidos tradicionais e ser uma resposta real aos problemas do país e dos portugueses.

Desiludam-se, pois, todos os que pensam que eu pactuarei com essas práticas dentro partido. Se esses métodos triunfarem dentro do PDR é porque este partido é igual aos outros – e então eu assumirei o fracasso de o ter criado e sairei em fidelidade aos meus princípios de sempre. Aqueles que pensam usar o PDR como instrumento para incrementar amiguismos ou para alcançar benefícios pessoais que eu sempre critiquei nos outros não têm lugar dentro deste partido – ou então sou eu que estou a mais.

A partir de agora a escolha já não é minha mas sim dos filiados do PDR.

Coimbra, 14 de Junho de 2015

António Marinho e Pinto