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Depois de uma polémica proposta, que levou mesmo o espanhol El Pais a escrever que a “censura prévia” tinha voltado a Portugal, PSD e CDS elaboraram sem o PS uma nova proposta de cobertura jornalística de eleições.

A nova proposta do CDS e do PSD sobre a cobertura jornalística das eleições prevê a igualdade no tratamento jornalístico, mas para os partidos com assento parlamentar.

Ora, Marinho e Pinto, ex-bastonário dos Advogados e agora à frente de um partido que fundou, o PDR, considera que a nova proposta é “claramente inconstitucional”.

Foi à edição diária do Expresso que Marinho e Pinto criticou a proposta dos partidos que compõem a coligação por considerar que esta dá “um tratamento diferente aos partidos”, isto quando “as leis não podem estabelecer privilégios”.

Marinho e Pinto considera ainda que “é obsceno, é o maior insulto feito ao pluralismo democrático e à liberdade imprensa”.

Ao mesmo jornal, Rui Tavares, líder do Livre, critica também a proposta que os partidos do Governo colocaram em cima da mesa.

“O primeiro aspeto que me parece que não está a ser cumprido com este projeto-lei é o da independência jornalística”, disse, acrescentando que o processo de negociações – que decorreram nas últimas semanas e das quais o PS se afastou – tem sido “muito improvisado”.