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O Partido Renovador Democrático (PDR) apresentou formalmente o núcleo concelhio de Castelo Branco.

A nível nacional, o partido fez-se representar por Fernando Pacheco e Pedro Bourbon, uma vez que a presença do secretário-geral, Vieira da Cunha, não se confirmou por motivos de agenda.

“Este é um dia muito importante para Castelo Branco”, disse Fernando Pacheco.

Este responsável recordou que aquilo que está a acontecer ao país, “é uma coisa muito séria” e adiantou que “a democracia está em colapso e a república ameaçada. Nós queremos evitar o abismo”.

Fernando Pacheco sublinhou ainda que a única condição que o PDR impõe aos seus militantes “é seriedade” e acrescentou que o “PDR não tem soluções milagrosas”.

Recordou também que o partido “não é de esquerda nem de direita, é o que cada um tem de melhor mas sempre com a “ética republicana” como bandeira.

“Queremos fazer um revolução no sistema político sem que haja uma caça às bruxas”, disse.

Por seu turno, Pedro Bourbon referiu que o PDR não vai entrar em “demagogias”.

Este membro do partido disse ainda que o PDR está a organizar-se a partir da base que é o povo.

“Sentimos que é necessário estar na vida política para mudar. Quem está bem no PS ou no PSD, não mude. Deixe-se estar”, sublinhou.

Pedro Bourbon adiantou também que a luta contra a corrupção é uma das bandeiras do PDR.

“Todos eles (PSD e PS) estiveram lá (Poder), todos comeram”, afirmou.

José Lagiosa, o coordenador do núcleo concelhio de Castelo Branco optou por fazer uma análise aos resultados eleitorais e, sobretudo, ao constante aumento da abstenção desde o 25 de abril de 1975 até aos dias de hoje.

“De eleição em eleição, salvo raríssimas exceções, a participação dos eleitores foi diminuindo ao ponto de termos chegado às últimas eleições europeias com uma participação recorde, pela negativa, de apenas 33,84% de votantes a nível nacional e de 34,88% no distrito de Castelo Branco”.

Para o coordenador concelhio do PDR, o “divórcio” entre eleitores e aqueles que se propõem ser eleitos, “é cada vez mais acentuado” e adiantou que “é necessário devolver a confiança aos eleitores”

Para que isso volte a acontecer, considera ser necessário transmitir uma “mensagem onde prevaleça o sentido de uma mudança efetiva no panorama político nacional”.

“É este trabalho árduo mas gratificante que, todos em conjunto, temos de fazer até às eleições legislativas de outubro”, sustentou.

Carlos Castela

Fonte: Beira News