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Uma reunião de trabalho entre simpatizantes e fundadores do Partido Democrático Republicano, PDR, seguido de um almoço convívio teve lugar este Sábado no Hotel Montechoro em Albufeira, com o começo previsto para as dez e trinta da manhã.

Um encontro com forte afluência que recebeu visitantes do norte, centro e sul do país. Numa participação ativa, foram vários os que quiseram deixar o seu testemunho, dicas e até alguns conselhos aos demais, como sucintamente narrarei.

Jorge Magalhães tomou conhecimento de Marinho e Pinto, da mesma forma que alguns dos presentes, através da televisão quando ocupava o cargo de bastonário da ordem dos advogados. Reconheceu-lhe as competências necessárias para a mudança que hoje tanto se pretende.

Pedro Pereira abordou a importante questão da lei eleitoral, favorável aos grandes partidos, uma clara tentativa de controlar a comunicação social. “Neste momento não vivemos em democracia, podemos falar livremente mas não muito mais que isso.”

Pedro Barbosa acredita que todos juntos conseguiremos mudar o rumo das coisas, atestou que os partidos temem o PDR e Marinho e Pinto. Nas aldeiaso partido tem muito pouca visibilidade o que se tem apresentado como um grande entrave. Realçou o problema da corrupção que supostamente andará na casa dos 10%, quando na realidade deverá rondar os 40%. O que se pretende é reduzir esta percentagem até dois ou três, níveis similares aos de países mais desenvolvidos.

Rosa Acinho divulgou a estratégia utilizada para chegar junto dos que têm um acesso limitado à informação. Optou por abordar juntas de freguesia e associações com o intuito de conseguir entrada nos bairros problemáticos.

Vítor Fernandes e Luís Agostinho também partilharam as suas experiências e métodos para chegar a um maior número de pessoas.

Sandra Carreira dirigiu-se à plateia e foi com determinação que divulgou o seu anseio “é chegado o momento da conjugação de esforços entre homens e mulheres para por termo aos abusos que temos sido sujeitos.” Realçou o importante papel que as mulheres devem ter na vida política, não por imposição de cotas mas pelo seu justo valor.

A anfitriã, Isabel Vaz, falou com pesar das “questões que mancham o nosso presente”. Em seguida anunciou o importante contributo do Algarve para a economia nacional e do retorno que tem sido muito pequeno. Definiu esta como sendo a última oportunidade para milhares de portugueses, anunciando que “o país está à nossa espera, vamos ter com ele.”

Fernando Pacheco brindou os presentes com algumas palavras. E como vem sendo hábito o seu inspirado discurso teve uma vertente motivadora: “o PDR está de pé, erguido do nada, pedra sobre pedra”, “viva o PDR, viva a República, viva Portugal”.

Marinho e Pinto foi recebido com palmas e música, interpretada ao vivo por uma acordeonista e uma violonista. De acordo com suas palavras “uma receção magnífica de grande qualidade artística, cultural e estética. Um duo de mulheres que veio abrilhantar a campanha eleitoral.”

Prosseguiu falando da violação dos direitos socias que devem ser entendidos como direitos humanos e devem ser combatidos com a mesma convicção. Defendeu a recusa das cotas de favor, deve haver igualdade para todos, a mulher não deve ser obrigada a escolher entre o papel de mãe e uma carreira. Os melhores devem ser escolhidos independentemente do sexo ou idade, não devem haver motivos de exclusão. Continuou falando do modo como o dinheiro recebido foi gasto, na corrupção, no eleitoralismo e só uma pequena parte nas bases de uma economia sólida.

O ponto alto do encontro foi atingido quando Marinho e Pinto se dirigiu à público e disse “ se alguém entrou para o PDR para colher benefícios pessoais saiam, estão no partido errado, repito é favor saírem, estamos aqui para mudar Portugal. O apelo foi ouvido em toda a sala, calou fundo e a resposta não poderia ter sido melhor, ecoou uma forte salva de palmas.

Patrícia Antunes