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O Partido Democrático Republicano, PDR, realizou este sábado, em Santarém, na casa do Brasil, uma reunião comemorativa da revolução dos cravos. Uma evocação à liberdade e à democracia restituída a todos os portugueses, há 41 anos. Os cidadãos e membros do PDR resolveram prestigiar o ilustre painel de convidados, com casa cheia.

A abrir a reunião uma intervenção de boas vindas da coordenadora indigitada do núcleo de Santarém Carla Fernandes.

Seguiu-se um período de reflexão sobre o 25 de Abril e o seu percurso ao longo dos anos, momento este protagonizado pelo coronel de cavalaria aposentado, Eduardo Costa. Foi lembrado o que Salgueiro Maia disse aos militares na madrugada em que deixaram Santarém rumo a Lisboa “Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos (…) vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto…”. As palavras certas no momento certo, desta forma partiram para Lisboa uma coluna de militares moralizados com o intuito de restituir a liberdade aos portugueses.

Também Vieira da Cunha, secretário-geral indigitado do PDR, e Ricardo Condesso teceram algumas considerações sobre a data que se assinala e sobre a situação atual do país.

Em seguida um outro grande momento, quando Fernando Pacheco falou sobre liberdade, democracia e partilhou com os presentes algumas das suas vivencias da época, como a desejada chegada a Lisboa, após o golpe de estado.

A última intervenção da noite foi a mais aguardada, a de Marinho e Pinto. Como não poderia deixar de ser proferiu algumas palavras dedicadas ao 25 de Abril e à liberdade conseguida a tanto custo. Prosseguiu abordando diversos temas, todos de suma importância, a título de exemplo: a situação financeira do país; a censura feita e que aparentemente pretendem continuar a fazer aos partidos sem assento na assembleia da república; e alguns dos princípios e ambições do PDR.

O tema “Grândola Vila Morena” foi escutado e cantado pelos presentes, uma opção facilmente justificada pelo seu valor emblemático. Esta canção foi composta e interpretada por Zeca Afonso, tendo sido utilizada pelo movimento das forças armadas como a segunda senha de sinalização da revolução.

Para fechar com chave de ouro e em jeito de comemoração cantou-se o hino de Portugal. O ambiente vivido foi de profunda fraternidade, findo o encontro era visível nos rostos e nas palavras dos presentes a esperança no futuro, todos em sintonia com o Partido Democrático Republicano, com a vontade de mudar Portugal.

Uma plateia que representou o distrito de Santarém de modo brilhante, provando que a inquietação com o futuro de Portugal é extensiva aos mais jovens, uma ambição que não tem sexo, nem idade.

Patricia Antunes