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Num jantar em Braga que reuniu cerca de 300 militantes, Marinho e Pinto pronunciou-se sobre propostas para o país.

Foi num encontro com militantes em Braga, esta sexta-feira à noite, que Marinho e Pinto falou sobre as propostas que tem para o país. O presidente do Partido Democrático Republicano (PDR) abordou temáticas como Justiça, ADSE, serviço militar, impostos e contribuições para a Segurança Social, mas remeteu para finais de junho uma posição definitiva sobre algumas questões, altura em que o programa governativo do PDR estará finalizado. Marinho e Pinto lançou ainda farpas aos três partidos do arco da governação. O jantar-comício contou com a presença de cerca de 300 pessoas, avança a edição deste sábado, dia 21, do semanário “Sol”.

Para o líder do PDR, a ADSE tem os dias contados. No entanto, apesar de defender o fim do subsistema de saúde inerente aos funcionários públicos, Marinho e Pinto garante que irá bater-se por uma “melhoria de qualidade dos serviços de segurança social” prestados a todos os cidadãos. Marinho e Pinto não tem dúvidas sobre a razão que está por detrás do ainda funcionamento da ADSE. O presidente do PDR citou “interesses privados” de algumas “fábricas” privadas ligadas à área da Saúde.

Outras das propostas do PDR têm a ver com o regresso do serviço militar obrigatório (ou cívico), direcionado para jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. A ideia é clara: todos os jovens que por motivos vários – “objecção de consciência, religiosa ou outras” – não se mostrem disponíveis para cumprir o serviço militar, terão, nesse caso, de prestar serviços em prol da sociedade em áreas de “solidariedade ou de assistência social”.

Sobre a temática dos impostos, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados preferiu não se alongar muito, mas deixou algumas considerações. Desde logo, Marinho e Pinto considera que a prática de pagar impostos deve ser incutida aos mais jovens, “logo no ensino básico”. Instado a comentar a taxa de IVA da restauração, o líder do PDR não tem dúvidas que a mesma deve “seguramente diminuir”, contudo, frisou não ter certezas sobre qual o valor em concreto.

Na Justiça, área que conhece bem, Marinho e Pinto pretende impedir que alguém possa ser juiz antes de ter completado 40 anos. E isto porque, no entender do presidente do PDR, factores como a “experiência de vida”, o “bom senso” e a “maturidade” pesam mais que a “tecnicidade jurídica”.

Marinho e Pinto reservou também algumas palavras para criticar o “rotativismo” entre os três partidos que têm governado Portugal ao longo dos anos, PS, PSD e CDS. “É uma maldição para Portugal. Não queremos mais do mesmo, mas sim uma alternativa, que é o PDR”, salientou.

Fonte: Sol