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O dinamizador do Partido Democrático Republicano (PDR), Marinho e Pinto, disse hoje que se o Tribunal Constitucional não legalizar o partido a tempo de concorrer às eleições regionais de 29 de março a democracia na Madeira será “mutilada”.

No final de um encontro com o presidente da Câmara Municipal de Machico, Marinho e Pinto realçou que “se o Tribunal Constitucional não decidir, a tempo, a democracia na Região Autónoma da Madeira vai ficar prejudicada, vai ser mutilada porque há um grupo enorme de cidadãos desta Região Autónoma que deixarão de ter expressão no parlamento e que teriam seguramente se o PDR pudesse concorrer e submeter o seu programa ao veredicto popular”.

Para Marinho e Pinto, esta situação “é uma negação da democracia e antidemocrático” porque “significa, na prática, que as pessoas precisam de uma autorização do Tribunal Constitucional para poderem participar em eleições e isso está mal”.

Marinho e Pinto recorda que o partido entregou o processo no Tribunal Constitucional a 01 de dezembro de 2014 e desde então “tem estado à espera e entretanto foram marcadas eleições e o Tribunal Constitucional ainda não decidiu”.

Referiu ainda que o PDR tem como principio não fazer coligações pré-eleitorais porque “cada partido deve concorrer com o seu símbolo, com o seu programa, com a sua imagem e com os seus dirigentes e não se esconder por detrás de coligações”.

“Nós não fazemos campanhas por outros, fazemos campanhas por nós próprios, pelas nossas ideias, pelo nosso projeto, pelo nosso programa e pelas mudanças que queremos fazer na sociedade, não somos, nem seremos muleta de ninguém e não nos escondemos por trás de coligações que não se sabe muito bem o que são e o que querem porque são biombos onde alguns partidos se escondem porque não querem que se saiba ou mostrar certas coisas”, defendeu.

Marinho e Pinto prometeu ainda, como eurodeputado, lutar para que os pescadores madeirenses possam voltar a pescar o tubarão de profundidade designado por “gata” porque as quantidades pescadas não colocam em risco a sobrevivência desta espécie.

Fonte: Lusa